• Malu Simões

Viaja Comigo? em Cuba – Por que escolhi esse destino?

Atualizado: Fev 19

Quando divulguei que iria conhecer Cuba, muita gente me questionou o porquê ter escolhido esse roteiro (que seria Havana e Varadero). Minha resposta pronta era que eu tinha intenção de conhecer lugares que fugiam um pouco dos destinos tradicionais, como Europa, Ásia ou Estados Unidos.


Por meses pesquisei o país, a cultura, os pontos turísticos e tudo o que poderia aproveitar em 9 dias de viagem. Em todos os blogs e sites especializados, encontrei as mesmas dicas, os mesmos programas de passeios e algumas orientações valiosas sobre a moeda local e o comportamento dos cubanos. Pensei que em algum momento eu iria fugir do trivial e encontrar novas dicas para meus seguidores.

Escolhemos ficar alguns dias em Havana, na capital, e depois seguir para Varadero, onde certamente estavam as paisagens mais exuberantes na península cercada por praias.

Minha primeira dificuldade já apareceu quando tentei, daqui do Brasil, efetuar a reserva do hotel em Havana. Sites como Booking e Hoteis.com davam erro, mesmo tendo a propaganda dos locais disponíveis. Liguei na central e tive a infeliz surpresa de que alguns endereços eletrônicos eram barrados em Cuba, por restrições políticas com o EUA e, provavelmente, esses estavam na lista. Tive que refazer a pesquisa em outros lugares como Expedia e Trivago e, ali, consegui pagar com antecedência a guest house que havia escolhido.

Pelo mapa, optei em ficar em Old Havana, a cidade antiga e ambiente dos moradores locais, sem muito apelo turístico. A casa ficava cerca de 7k de distância do centro e, por isso, parecia um outro país. As ruas estreitas, o comércio local bem escasso, restaurantes de comidas típicas e muito pouco para fazer. Os moradores me fizeram lembrar do interior, quando ninguém assistia televisão e ficava na calçada conversando com os vizinhos ao entardecer. Foi ali que conheci as principais dificuldades de Cuba: a falta da internet (somente em pontos específicos, onde você pode usar o wifi se comprar um cartão com código de liberação), a falta de entretenimento (ou seja, sem muita programação) e a falta de novas oportunidades (não abrem novos negócios, apesar de ser um destino turístico). Ali eu conheci Cuba de verdade. O dia a dia que era deles e não dos turistas.

Não muito longe dali, no centro, estava o bairro do Capitólio e sua diferente realidade. Respirando turismo, com carros de passeio para aluguel, hotéis com rooftops e piscinas, restaurantes com atrações musicais, comércio ativo com algumas marcas conhecidas, muitas e muitas lojas de souvenirs. Um burburinho de gente de todo lugar do mundo. A praça envolta pelo Capitólio é pequena e se espalha com ruas do calçadão, para caminhar e escolher um lugar para experimentar o tradicional Mojito. Ao caminhar bairro adentro, estão as praças mais conhecidas da cidade, rodeadas de restaurantes e bares, para sentar e apreciar a vista.

Nessa região, tive a oportunidade de conhecer um dos hotéis de luxo, pagar por um Spa Day e registrar minhas melhores fotos. É o Grand Hotel Manzana Kempinski, construído entre 1897 e 1917 e que, apesar do clima de modernidade, ainda mantém as raízes locais. Para passar o dia, paga-se aproximadamente 60 euros por pessoa e você pode usar as dependências externas e internas do spa (incluindo a piscina aquecida, sauna, duchas, armários com senha digital).

Por entre essas ruas do centro abarrotadas, também está o restaurante La Guarida, famoso pelo filme Fresa Y Chocolate que ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro na década de 90. E mais uma vez ali, pude constatar que Cuba realmente para no tempo. Parecia que estava num filme de época, com louças e cadeiras muito distantes da minha realidade. Sem modernidade ou conforto, somente história. Na parede estão alguns retratos dos famosos que já passaram por lá, como Madonna e Rihanna – e nem por isso o ambiente é climatizado, por exemplo. Por ser um ponto gastronômico muito procurado, os valores são bem altos, equivalentes a um restaurante Michelin, pagando em Euro. A sobremesa que leva o nome do filme é a mais procurada e não passa de um petit gateau.

Aliás, a questão da moeda é bem confusa inicialmente: existem dois pesos cubanos, o de turista e o de local. O de turista (CUC) é proporcional ao valor do Euro e quem é de fora pode consumir usando somente essa moeda. Para o local (CUP), o peso é bem mais barato, mas pouco acessível quanto, já que tudo é muito inflacionado pelo turismo - essa é a única forma de rotatividade financeira por lá.

Na beira mar de Havana, mais conhecida como Malécon, está o Hotel Nacional, hospedagem tradicional, 5 estrelas, fundado em 1930. Celebridades interacionais já passaram por ali e nos arredores é possível ver canhões e trincheiras da época da Crise dos Mísseis (conflito entre União Soviética e Estados Unidos, com palco sediado em Cuba). A imponência do local abriga ainda alguns clubes de salsa para quem quer se familiarizar com a cultura.

Saindo de Havana e seguindo para Varadero, descobri um outro universo. Ali estão os principais resorts all inclusives com praias privativas. Com diárias que variam entre R$ 800 e R$ 2500 reais por pessoa, é possível usufruir de tudo, incluindo as experiências gastronômicas. Nem parecia Cuba, se não fosse a trilha sonora recheada de salsa.

O mar caribenho está entre as coisas mais lindas que já vi. Água transparente, ideal para o banho, com a calmaria de uma piscina. A ida teria valido só de ter visto a cor paradisíaca que se confunde com o azul turquesa do céu. Foram apenas 3 dias lá, mas que significou muito.

No mais, algumas dicas relevantes são muito importantes frisar: apesar dos 7km que me distanciavam do centro, eu optei por andar a pé ao invés de gastar com taxi e bike taxi. No montante dos dias, teria sido uma despesa irreparável. Não há pontos de descanso, como por exemplo uma cafeteria, uma bomboniere, característico de qualquer lugar. Se não for para sentar e fazer uma refeição, não há onde parar. Deve-se investir no City Tour com o carro conversível. Isso é muito a referência de lá e vale a pena pelas fotos e pelos lugares turísticos que vão visitar. Para quem aprecia, o charuto é o grande souvenir do local, com bons clubes para fumar tabaco e beber rum (produzido lá). Em Varadero, os resorts disponibilizam alguns passeios de barco e terrestres pela região que valem a pena ser explorados.

Cuba é cor, é calor, é atmosfera vibrante. É feita de um povo comunicativo e “mui caliente”. Não sei um dia voltaria lá, mas revejo minhas fotos com a alegria de ter realizado o desejo de conhecer um país que ainda reverencia Che Guevara.

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Conheça a autora

A espontaneidade sempre foi seu guia e a ideia de mostrar grandes comunicadores em papeis mais soltos foi seu maior diferencial durante a trajetória como repórter de tv. Ao lado de grandes apresentadores, Malu Simões teve a oportunidade de mostrar sua irreverência e construir conteúdos diferentes para as mídias digitais.

 

 

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