• Malu Simões

Quanto tempo você precisa para "perder" um homem?



Eu poderia citar milhares de filmes “clássicos” com o tema “relacionamentos” pra gente assistir, se envolver e ainda aprender um pouco sobre os diferentes tipos de comportamentos entre homens e mulheres. Eu tenho as minhas preferências e gostaria de compartilhar pouco a pouco com vocês. E não por acaso, já com essa ideia na cabeça, ontem liguei a televisão para dar uma olhada no que estava passando nos canais de séries e produções. Nem considerei mudar de emissora quando vi que estava começando o filme “Como perder um Homem em 10 dias”, de 2003, estrelado por Matthew McConaughey e Kate Hudson. Ela precisa escrever um artigo para a revista que trabalha sobre os erros que as mulheres cometem quando engatam um relacionamento. Todas as atitudes "grudentas", carentes e sufocantes que nós conseguimos ter sem nem perceber. Ele, no entanto, precisa ganhar a aposta de que consegue ficar com a mesma mulher por pelo menos 10 dias (o mesmo tempo que ela tem para criar o personagem da mulher desesperada e comprovar suas teorias). Não menos por acaso, me lembrei a primeira vez que assisti o longa metragem e, pasmem, foi no cinema com o meu primeiro namorado. Cheia de inseguranças e com pouca experiência para me impor naquela relação, errava muito e errava feio. Me recordo que antes da entrar na sala, a gente havia brigado por algum motivo bobo e ele, cheio de “raivinha”, me provocou durante a sessão dizendo: vai aprendendo o que fazer para perder um homem em tão pouco tempo, já que está no caminho. Óbvio que ele, com toda sua ampla expertise masculina, quis me causar mais insegurança e medo de perde-lo, me tornando ainda mais frágil e submissa. A verdade é que, quando não sabemos do nosso valor, já entramos em uma relação perdendo o homem no primeiro minuto. E explico o porquê. É sempre o mesmo papo depois do primeiro encontro: será que ele vai me ligar no dia seguinte? Será que gostou de mim? Será que ele sentiu o mesmo que eu? Será que vai ter futuro? Todas essas questões vêm a partir da sua fraqueza nata de se sentir a altura de alguém. E esse sentimento não passa batido ou inerente para o homem. O faro de problema é sentido de longe e os caras logo sabem quando a menina vai ser capaz de “grudar” ou “cobrar”. As que fazem isso, são exatamente aquelas que vão pra casa se perguntando tudo isso. É óbvio que não vou criar um papel ideal aqui e colocar que devemos ser neutras e inatingíveis por sentimentos em um início de namoro. Mas é importante ressaltar que todas as nossas expectativas não podem ser depositadas assim, logo de cara, só porque você identificou uma pessoa que correspondeu à sua química. É como se, ao esperar isso, você se colocasse no papel de necessitada. E é isso que eu não concordo. O protagonismo deve ser o curso natural das coisas. Fluídas e sentidas sem a pressão que você quer controlar, fazer dar certo, se fazer presente o tempo todo a acabar se mostrando vulnerável (o que é completamente diferente de se mostrar disponível e acessível, como alguém livre e desimpedida). Tudo tem seu tempo. Tem o tempo que você não precisa esperar ele aparecer no dia seguinte pra você se sentir confortável ao fazer isso. Tem o tempo em que cada um reconhece sua participação no relacioamento. Mas é coisa de tempo, né? Se 10 dias são suficientes pra perder alguém, um dia é pouco para esperar algo de alguém. E quando você não espera nada, todo retorno é lucro. Pense nisso!

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Conheça a autora

A espontaneidade sempre foi seu guia e a ideia de mostrar grandes comunicadores em papeis mais soltos foi seu maior diferencial durante a trajetória como repórter de tv. Ao lado de grandes apresentadores, Malu Simões teve a oportunidade de mostrar sua irreverência e construir conteúdos diferentes para as mídias digitais.

 

 

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