• Malu Simões

Mulher de 30 da Semana: Paula Roschel

Vamos iniciar uma nova seção aqui no Blog #Malude30 : "Mulher de 30 da Semana". A ideia é divulgar e compartilhar histórias de mulheres inspiradoras, começando pela jornalista Paula Roschel, que acaba de lançar seu mais novo trabalho - um livro sobre sororidade. Acompanhem a entrevista:

Há mais de uma década ela trabalha como jornalista com foco no universo feminino. Começou com um blog (o Jornal Da Moda) de um jeito mais informal. Assim que alcançou uma boa audiência, ela resolveu dar um outro passo: trabalhar em um canal de TV (Fashion TV) como editora de dois programas. Logo depois, foi morar em Londres e seguiu com a carreira em comunicação. Ficou dois anos na terra da Rainha até voltar para cá e se aprofundar ainda mais no universo da beleza, passando pelo canal GNT, pela Revista Capricho e tantos outros veículos que coleciona em seu currículo. Atualmente, mantém um escritório de conteúdo e fornece matérias para grandes veículos, além de assinar como editora na Revista L'Officiel Brasil e como colunista da Expressions.


Paula, com quantos anos exatamente está e qual a sua percepção sobre a “casa dos 30”?

R: Fiz 36 anos dia 19 de fevereiro. Foi incrível, pois comemorei em ritmo de Carnaval. E ao contrário de muitas pessoas, eu adoro a sabedoria, o equilíbrio e a paz que a idade traz. Sério mesmo! Acho que é uma fase em que a mulher se conhece mais, se permite mais e já não vive tanto a insegurança da casa dos 20 e poucos.


Eu costumo dizer que quando completamos 30 anos, abre-se uma cortina diante dos olhos e muita coisa muda: desde objetivos, planos, até o jeito de agir e pensar. Você sentiu isso?

R: Mais ou menos. As pessoas queriam que eu me sentisse mais preocupada do que eu realmente fiquei (risos). Desde muito cedo, e como boa alma aquariana que tenho, eu já sabia que não queria me casar de vestido longo e branco. Também nunca senti vontade de ser mãe. Esses dois acontecimentos são os mais "decisivos" para  sociedade tradicional em relação ao papel feminino e eu simplesmente esquivei e guardei para mim apenas o sentimento de gratidão por ter conseguido viver tanto e tão intensamente de 1984 para agora.


O que mudou da “casa dos 20” para a “casa dos 30” em sua vida? E o que permaneceu?

R: Agora tenho muitos fios grisalhos (que tem meses que assumo e tem meses que escondo), um pouco menos de colágeno na pele e uma certa dor na lombar (risos). Ah, não aguento mais virar a noite em uma balada. Mas se for bem sincera, me sinto mais feliz e equilibrada hoje em dia. A Paula dos 20 anos era um furacão! Eu era muito dramática, mas isso diminuiu - o que foi bom, pois me fazia sofrer. Eu também escolho melhor minhas brigas hoje em dia. Antes eu explodia por qualquer problema.


Acha que sua forma de se relacionar também mudou? Se sente mais confiante, mais segura?

R: Completamente! Aprendi que para cultivarmos bons relacionamentos precisamos, primeiro, entender nosso universo pessoal. Eu indico para todas as mulheres um período de solteirice convicta para sentir o conforto da própria companhia. Quando você conseguir se bastar, está pronta para conhecer alguém que te faça feliz.


O que você acha que tem de especial nas mulheres de 30 anos?

R: Acho que já temos muito mais autonomia sobre o corpo e uma força absurda para conquistar o que queremos.


O que você diria para a Paula dos “20 e poucos anos”? Algum conselho?

R: "Foque apenas no que é necessário e não fique triste por não conseguir agradar a todos. Faça as coisas no seu tempo e seja mais carinhosa com você".


Estando com 30 e poucos anos, qual é seu maior objetivo? E realização?

R: Meu maior objetivo é conseguir balancear vida profissional e pessoal. Eu amo meu trabalho, mas também quero tentar viver em um ritmo menos acelerado. Se eu vou conseguir? Não sei (risos). Já minha maior realização foi ter desafiado a lógica e conseguido prosperar na minha carreira. Eu não tenho pais, avós ou tios na área de jornalismo, mas eu mesmo assim mirei em um ponto e corri atrás dos meus objetivos. Uma coisa que aconteceu há dez anos e me marca até hoje foi quando eu, com meu site, fui convidada para o desfile feminino da Burberry. Estar naquela sala de desfile em Londres, no meio de tantas celebridades e tantos jornalistas renomados, cobrindo um dos eventos mais importantes da moda mundial, me fez ter um orgulho enorme de mim. Me emocionei, confesso. Depois disso cobri inúmeras semanas de moda, fora do Brasil e aqui, mas o gostinho daquele dia segue como uma lembrança muito doce e gostosa.


Seu mais novo projeto, um livro sobre sororidade, esbarra muito nos temas do #PapoMalude30. Conte um pouco sobre a construção desse trabalho e no potencial que nós mulheres temos em nos apoiar e criar uma rede de conexão positiva.

R: Eu comecei a estudar e monitorar a palavra sororidade há uns seis anos. A ideia inicial era fazer um documentário sobre como mulheres se ajudam e como a sociedade ainda insiste, mesmo com tantas provas contrárias, a falar que somos rivais. A Editora Europa ficou sabendo desse meu estudo e me convidou para escrever o livro. Foram anos de dedicação e maturação sobre o tema. O melhor? Depois de toda essa jornada o #sororidade - quando a mulher ajuda a mulher acaba de sair. Estou muito feliz por falar com certeza que nós, mulheres, juntas somos muito fortes!


Sororidade é uma palavra que não existe - ainda - no dicionário formal. Ela, bem resumidamente, é a aliança entre mulheres para a proteção e crescimento saudável. É uma ferramenta do feminismo, pela luta da equidade de direitos, e também do bem-estar. Colocando como exemplo prático, é você ver uma menina sendo assediada em uma vagão do metrô e todas as outras interferirem, a tirando de uma situação de risco. É o grupo de mães que busca apoio para enfrentar os desafios da maternidade. É você ajudar mulheres empreendedoras comprando seu trabalho. É não julgar a outra pelo gênero.


O que me levou a falar sobre a sororidade foi a vontade de agradecer cada uma das mulheres que cruzaram meu caminho e me fizeram uma pessoa melhor. Sou muito grata e sei que minha vida mudou para melhor desde que conheci a sororidade.

Para quem quiser ter acesso ao livro da Paula, compartilho o link aqui: http://bit.ly/2P8qGPx


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Conheça a autora

A espontaneidade sempre foi seu guia e a ideia de mostrar grandes comunicadores em papeis mais soltos foi seu maior diferencial durante a trajetória como repórter de tv. Ao lado de grandes apresentadores, Malu Simões teve a oportunidade de mostrar sua irreverência e construir conteúdos diferentes para as mídias digitais.

 

 

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