• Malu Simões

Mulher de 30 da Semana: Emili Barberino


Emili Barberino é psicóloga há oito anos e uma apaixonada pela área de desenvolvimento humano. Trabalhou por 5 anos no universo corporativo, como Gestora de Pessoas em multinacionais. Depois de se tornar mãe resolveu empreender com um e-commerce de moda infantil e isso lhe proporcionou mais liberdade e flexibilidade para se dedicar à sua verdadeira satisfação pessoal. Uma coisa levou à outra e sua paixão gerou reconhecimento desse segmento, onde suas possibilidades expandiram. Com 32 anos, Emili é treinadora mental, criadora do Método FPS, especialista em Programação Neurolinguística, física quântica, física oriental, espiritualidade e psicologia positiva. Confira abaixo a entrevista com essa mulher multifacetas.


Como você ajuda outras mulheres a descobrirem sua essência através da liberdade mental ou emocional? R: Há dois anos decidi que precisava falar para mais pessoas sobre tudo que tinha estudado. Apesar de não gostar muito de me expor nas redes sociais, eu sentia que faltava algo. E o que faltava era justamente isso: levar para muitas mulheres a mensagem que essa é a nossa única vida e temos o grande poder de dar sentido vivendo-a com Felicidade Autêntica. É através de nossos pensamentos, emoções e sentimentos, ou seja, nossa mente, que vamos realizar tudo o que queremos em vida. Precisamos cuidar e honrar quem somos, nossa história e nosso passado para ressignificar essa experiência. Então, hoje, eu ensino pessoas a encontrarem sua Liberdade Mental e Emocional através do Método FPS (Método Feliz Para Sempre) que desenvolvi.

Como as pessoas podem encontrar a verdadeira autoestima? R: Costumo exemplificar a autoestima como uma escada em que vamos subindo os degraus. O primeiro deles é praticar a autocompaixão, depois praticar o auto perdão, o terceiro degrau é praticar a auto aceitação, em seguida começamos a nos permitir a gostar de nós mesmos, por isso o quinto degrau é praticar gostar de si mesmo, assim o topo da escada e último degrau é a autoestima. É um processo ativo e consciente, não adianta esperar ter autoestima, precisamos praticá-la. 

De que forma podemos ativar o psicológico para diagnosticar o nosso amor próprio? R: Absolutamente tudo o que desejamos, a nível de consciência, está disponível dentro de nós. Basta cultivar, procurar, achar, colocar no devido lugar, dar o devido valor e viver. Nós nascemos para sermos plenos e não esgotável. Não devemos aceitar menos que um caminho pleno. Observe que não falo do fim da jornada, estou falando do caminho. Ele deve ser aproveitado com plenitude e o autoamor é imprescindível.

Eu falo muito que alimentar a autoestima é uma tarefa diária. Existem gatilhos que podem facilitar esse nosso dia a dia? R: Sim! Eu particularmente adoro sua opinião sobre autoestima. Acredito que suas mensagens e posts podem ser um gatilho! Sempre falo também que existe um quarteto fantástico para o dia a dia: gratidão, otimismo, risadas e afeto/bons sentimentos.  É claro que o cuidado com si mesmo, tanto da aparência quanto do intelecto permite que prestemos mais atenção em nós e menos no externo e isso é sim praticar autoestima. Não podemos esquecer de falar daqueles gatilhos que sabotam nosso processo de cultivar autoestima, como, por exemplo, ficar se comparando com outras pessoas, determinar metas inatingíveis e irreais e tentar ter controle sobre tudo. 

Como identificar que estamos repetindo padrões (assim como as mulheres acham que têm dedo podre porque sempre escolhem o mesmo perfil "errado" de homem)? R: Se perceber que vive as mesmas situações repetidamente e não consegue identificar o  por que, se já tentou mudar as escolhas e no final  sempre chega ao mesmo padrão, nestes casos eu considero necessário e indico buscar ajuda terapêutica.  Os motivos podem ser diversos, desde um padrão que tem se repetido por gerações na sua família ou pode ser que em algum momento da formação e desenvolvimento da personalidade tenha ouvido ou aprendido de um alguém significativo e importante, muitas vezes mãe ou pai.  Tudo isso ocorre de forma inconsciente, sem que a pessoa ou a família perceba que a repetição tem raízes profundas. A terapia ajuda exatamente na identificação dos reais motivos, dos rituais familiares, os papéis dentro da família, as crenças que sustentam as disfunções e partir daí recriar uma nova forma de se relacionar de maneira mais funcional.

Você também é uma balzaquiana com 32 anos. Você sentiu alguma diferença em relação a segurança, autoconfiança, depois que ingressou na casa dos 30? R: Sinceramente me sinto mais segura e mais autoconfiante após os 30. É como se a maturidade me permitisse enxergar com mais amplitude as questões essenciais, como minha paz mental, minha saúde física e o equilíbrio nas relações. Foi um momento de descoberta e exatamente neste período que decidi levar meu propósito ao mundo. Minha entrada na casa dos 30 foi marcada pela situação mais desafiadora de toda a minha vida até agora,  que foi o diagnóstico de um Meningioma (tumor cerebral benigno) com indicação cirúrgica. Tudo muito rápido e intenso. Hoje estou bem, curada e tenho muita história para compartilhar de resiliência, positividade, gratidão, intuição, fé, força e ressignificação.

Que diferença existe na Emili de 20 anos para a de 30 anos? R: Eu tive um grande despertar aos 30 anos. Acredito que quem me conheceu aos 20 anos e me reencontrar vai precisar me conhecer novamente. As grandes diferenças estão relacionadas com estar mais conectada com minha essência verdadeira, estou mais autêntica, menos negativa e com isso muito mais positiva, mais brincalhona e leve com as questões da vida, muito mais segura de quem sou e o que quero, vinculada cada vez mais ao meu propósito de ensinar liberdade Mental e Emocional para o mundo.

Para a psicologia, existe alguma explicação mais assertiva sobre essa faixa etária e como ela é realizadora para uma mulher? R: Essa idade pode ser marcada por algumas crises existenciais e por um forte desejo de mudança. Muitas pessoas chegam a relatar uma “crise dos 30 anos”. Em contrapartida, segundo uma pesquisa recente, muitas pessoas dizem que nunca foram tão felizes como quando tinham 30 anos. O que posso dizer é que a idade é algo construído socialmente e a percepção é dependente do indivíduo. É um período de grande expectativa com relação ao futuro. Se olharmos na visão psicológica é um convite ao amadurecimento e o entendimento do que foi construído até aqui. Para que esse caminho seja sólido e iluminado, é preciso olhar mais para dentro de nós e se perguntar: Em que sou útil ao mundo? Como posso servir ao mundo? Isso traz a uma percepção de propósito que essa idade permite ampliar o senso da realidade, pois aos 30 anos mantemos uma sensação de esperança e acreditamos que é possível confiar nos nossos talentos e capacidades pessoais.

Acredita que estar em dia com a autoestima e amor próprio pode ser o início de uma vida mais feliz? R: Com certeza. Um dos pilares do meu Método Feliz Para Sempre é a escada da autoestima que relatei anteriormente. Não tem como nos sentirmos felizes e plenos se não estamos bem e nutrindo amor por nós mesmos. Quando falo de autoestima, ressalto que não estou pontuando apenas estética, mas sim e, principalmente, como você se sente com você mesmo, como se posiciona no mundo, como se relaciona e como se cuida em todos os aspectos da vida: físico, mental, emocional, relacional e espiritual. Vivemos desafiados todos os dias a manter nosso amor próprio numa sociedade que estimula a competição, define padrões de beleza irreais, valoriza o estético em detrimento do todo e completude do ser. Quando você pensa apenas sobre o que não gosta em você, isto se torna mais ativo em seu cérebro e consequentemente mais acessível. Para mudar essa forma de pensar disfuncional sempre indico nos conectarmos de maneira ativa ao processo de construção da autoestima. Vou deixar um exercício de treino mental para as leitoras que podem começar a aplicar hoje mesmo: Exercício: Todos os dias antes de dormir lembre-se de 3 coisas que gostou em você mesmo naquele dia e anote em um caderninho ou no próprio celular, a cada dia vai anotar 3 coisas novas daquele dia. Faça isso todos os dias durante 30 dias. Aplicando esse exercício começamos a ficar procurando coisas boas sobre si mesma durante o dia para colocar na lista e desconectamos dos pensamentos negativos automáticos.

IMG_6128_edited.jpg

Conheça a autora

A espontaneidade sempre foi seu guia e a ideia de mostrar grandes comunicadores em papeis mais soltos foi seu maior diferencial durante a trajetória como repórter de tv. Ao lado de grandes apresentadores, Malu Simões teve a oportunidade de mostrar sua irreverência e construir conteúdos diferentes para as mídias digitais.

 

 

Leia mais

 

© 2023 by Going Places. Proudly created with Wix.com

Escreva pra mim :)
This site was designed with the
.com
website builder. Create your website today.
Start Now