• Malu Simões

Mulher de 30 da Semana: Bruna Thedy

O primeiro trabalho de Bruna Thedy foi aos 12 anos. Ela fez teste para um seriado que nunca chegou a ser produzido, mas foi a partir disso que entrou em agências e deslanchou. Com 14 anos fez uma novela no SBT chamada O Direito de Nascer e logo em seguida foi convidada a fazer parte do elenco de Sandy & Jr - o seriado da dupla. Formada em jornalismo, trabalhou no Do Balacobaco, da 89FM - A Rádio Rock e foi apresentadora e repórter da TV Cultura em 2009. Em 2010 comandou o programa Faça em Casa, do canal FOX. Em 2011 apresentou o Camarim MSN e de 2012 à 2015 fez parte do quadro de apresentadores do canal PlayTv. Em 2016, produziu e protagonizou a peça "Com amor, Brigitte", em cartaz no Masp por 6 meses, onde interpretou a atriz Brigitte Bardot e em 2018 comandou o reality de games Gillette ULT. Também foi a apresentadora do Oscar, Globo de Ouro, Critic’s Choice e Sag Awards pelo canal TNT e atualmente apresenta o programa Sempre Bem, no SBT.

Foto: Diego Souza


Faz quanto tempo que está na “casa dos 30” e quais as principais mudanças que sentiu nessa fase?

R: Estou completando 37 anos no fim de abril, então já estou mais perto dos 40 que dos 30. E é muito estranho escrever isso porque não me sinto com quase 40. Acho que comigo sempre foi um pouco assim, conforme fui amadurecendo, envelhecendo, apesar de ser responsável e madura, minha idade não condizia com como eu me sinto e me enxergo. 

Qual a principal característica da Bruna nessa fase?

R: Me sinto mais segura. Já passei por muita coisa, tanto profissional quanto pessoalmente, então eu sei bem o que quero e o que não quero, faço menos concessões. Não perco tanto tempo.

Como era a Bruna com 20 anos e o que é diferente na Bruna de 30?

R: Eu trabalho desde os 12, aos 15 já não pedia dinheiro pros meus pais, fui morar sozinha com 16, então com 20 eu já era super madura para muitas coisas. Mas, é claro, que tem coisas que por mais “precoce” que você seja, só os anos podem te dar. Eu era mais ciumenta, que está muito ligado à insegurança, né? Menos tolerante, mais impaciente. 

Se você pudesse dar um conselho para a Bruna de 20 e poucos anos, qual seria?

R: Confie em você, se arrisque, não perca tempo de vida com besteiras, vá com calma, mas não demore! 

O que você identifica como sendo algo característico das mulheres de 30 anos?

R: Com o passar dos anos, esse conceito de mulher de 30, Balzac, a gente sabe que se transformou muito. O que antes era considerado característica mesmo, quando quase todas as mulheres seguiam padrões e uma vida meio que traçada desde o nascimento, de casar e ter filhos com vinte e poucos, não existe mais.  E eu sinceramente acredito que essa transformação resultou numa liberdade de ser quem quiser ser, sem uma data certa ou limite para as coisas acontecerem. Então acho que com 30 as mulheres estão descaracterizadas pra ser quem elas quiserem ser quando elas quiserem. 

Acha que é nessa fase que a gente se cobra mais?

R: Acredito que muitas mulheres que estão na casa dos 30 e ainda não se sentem felizes, ou que ainda não conquistaram o que esperavam, se cobram mais sim. E ainda existe uma cobrança, mesmo que velada à vezes, da sociedade. O relógio biológico também começa a apitar: “tenho que ter um trabalho, tenho que achar um cara, tenho que ter um filho porque daqui a pouco eu estou velha”. Isso eh muito injusto. Mas essas cobranças, que muitas vezes são até externas, nos contaminam e nos colocam nessa postura.

Você entende que esse período mudou sua forma de se relacionar?

R: Sim, totalmente. Antes eu queria estar com meus namorados o tempo todo, fazer tudo grudado. Hoje entendo e preciso dos meus momentos, que o casal tem que ter isso, que é saudável. Ia pra NY agora em março com uma amiga e um amigo, infelizmente tudo foi adiado por causa do Coronavírus. Quando eu contava para as pessoas da viagem muita gente falava: você vai sem seu marido? (sou casada há um ano e meio). E pra nós foi muito natural tudo isso, em breve ele vai viajar com os amigos também e está tudo certo. No mais, acho que aos 30 os critérios pra estar com alguém são diferentes do que eram aos 20. 

E em relação à sua autoestima? Sente que isso também mudou?

R: Sim. Acho que passamos muito tempo querendo provar para os outros o que somos. Hoje sinto que ligo bem menos ou às vezes nem ligo para o que os outros pensam. Me preocupo mais em olhar pra mim, me sentir bem e isso eleva a autoestima. 

Se você pudesse dar um conselho para as mulheres de 30 anos, qual seria?

R: Não se cobre, se ame antes de qualquer coisa, invista em você, não deixe a carência que pode bater nessa fase te fazer se relacionar com boy lixo, se valorize, cuide da saúde e da mente. Já mais perto dos 40 a gente vai vendo que o colágeno tá minguado e botox não te dá mais tempo de vida, nem sabedoria. Faça procedimentos estéticos mas não fique refém deles. 

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Conheça a autora

A espontaneidade sempre foi seu guia e a ideia de mostrar grandes comunicadores em papeis mais soltos foi seu maior diferencial durante a trajetória como repórter de tv. Ao lado de grandes apresentadores, Malu Simões teve a oportunidade de mostrar sua irreverência e construir conteúdos diferentes para as mídias digitais.

 

 

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