• Malu Simões

Liberdade ou solidão: qual o sentimento de estar sozinha?

Dia desses, uma publicação no Instagram me chamou a atenção. Dizia: "Você chega em casa, faz um café, senta na sua poltrona favorita e não tem ninguém. Você decide se isso é solidão ou liberdade".

Essa dúvida é muito real na vida de uma solteirona na casa dos 30. Você de fato já aprendeu a apreciar o café por pura e simples necessidade, já tem um sofá com a marca de seu corpo de tanto ficar encostada, assistindo Netflix, e já se pegou pensando se nesses momentos gostaria de ter alguém ao lado, só para dividir o dolce far niente (a doçura de não fazer nada).


Posso garantir que até aqui a solidão gritou mais alto. Foi até por isso que, muitas vezes, fiz escolhas erradas. Estar com as pessoas que não deveria, fingir que gostava de coisas que não me agradavam e emendar relacionamentos para nunca estar sozinha. Foi preciso passar por muito, viver muito, para aprender que cenas como essa (que descrevi no início) não passam de um momento que é só seu. Tão seu!

Seus pensamentos, suas lembranças, suas risadas contidas, suas histórias divertidas, seus momentos de fragilidade, suas loucuras guardadas. Você e só você. Não há nada do que se possa chamar a não ser liberdade. Você, sua vida e as horas sozinhas são o verdadeiro significado de poder ser. Ser você e seus 30 maravilhosos anos.


Quantas pessoas buscam incessantemente um relacionamento com medo de ficarem sozinhas? Quantas pessoas não passam dias e horas procurando o que fazer na rua (baladas, bares, viagens) com medo de encarar momentos assim, sozinhas? Quantas pessoas não se culpam por ter "apenas" uma xícara de café e uma poltrona para lhe fazer companhia durante a noite?

Somente aqueles que curtem a "solidão" conquistada sabem gozar da verdadeira paz de espírito. Eu custei a aprender isso, mas hoje não abro mão de mim, do jeito que sou, dos meus livros clichês, das minhas músicas bregas, dos meus filmes melosos e dos meus pensamentos soltos. Levei 30 e poucos anos para descobrir esse prazer. Hoje, é preciso muito para me fazer escolher entre tudo isso a aceitar uma barca furada por aí. Estarei em casa segurando uma xícara quente na mão e, acreditem, feliz por isso!


E você? Quanto tempo mais falta para enxergar que só você e o vácuo do tempo lhe bastam? Se tiver alguém para acompanhar esses dias preguiçosos, que seja por afinidade e não por desespero. Aproveitem a cia que você mesma pode se dar.

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Conheça a autora

A espontaneidade sempre foi seu guia e a ideia de mostrar grandes comunicadores em papeis mais soltos foi seu maior diferencial durante a trajetória como repórter de tv. Ao lado de grandes apresentadores, Malu Simões teve a oportunidade de mostrar sua irreverência e construir conteúdos diferentes para as mídias digitais.

 

 

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